O Monquirassauro

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O Monquirassauro

Há cerca de 115 milhões de anos, durante o Cretáceo, um enorme predador dominava os mares da atual Colômbia. Seu nome era Monquirasaurus boyacensis. Esse animal marinho não era um dinossauro e sim um plesiossauro, da família Pliosauridae, adaptados à vida marinha, que respiravam ar atmosférico e utilizavam quatro nadadeiras para se locomover rapidamente. Seu nome faz referência à localidade de Monquirá, em Boyacá, onde foi encontrado por camponeses em 1977.

O monquirassauro possuía um corpo robusto e hidrodinâmico, com uma cabeça enorme e mandíbulas extremamente poderosas. Ele tinha entre 9 e 11 metros de comprimento, com seu crânio podendo chegar a 3 metros, e pesava até 10 toneladas, sendo um dos maiores pliossauros conhecidos. Seus dentes eram cônicos com aproximadamente 20 centímetros, adaptados para capturar presas ágeis e escorregadias como tubarões.

O monquirassauro é conhecido por um esqueleto bastante completo e articulado, preservando crânio, mandíbula, dentes, coluna vertebral e nadadeiras, faltando a maior parte da cauda. Foi inicialmente descrito como uma espécie do gênero Kronosaurus, mas um estudo posterior demonstrou que o fóssil tinha características próprias que eram suficientes para ser classificado em um gênero próprio.

Quando morreu, o espécime afundou no leito marinho e seu corpo foi logo coberto por sedimentos, o que possibilitou sua preservação excepcional. Em vez de remover o espécime, a comunidade local, que o chamou de “El Fósil” decidiu preservá-lo no próprio local da descoberta. Inicialmente, foi construída uma cobertura para protegê-lo e posteriormente foi criado o Museo Comunitario El Fósil, mantido pela própria comunidade e uma fonte de renda e de identidade cultural. Até hoje, os visitantes observam o esqueleto no local exato onde ele foi encontrado!

O fóssil foi encontrado a mais de 2.000 metros de altitude nos Andes colombianos, em Monquirá, cidade de Villa de Leyva, Boyacá. No entanto, a região hoje nas montanhas está repleta de fósseis marinhos de 112 a 119 milhões de anos atrás, como amonitas, tartarugas, crocodilos, ictiossauros e plesiossauros, o que indica que durante o Cretáceo, a região era um mar tropical quente e relativamente raso.

Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil.

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