O Picnonemossauro
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O Picnonemossauro
Pycnonemosaurus nevesi foi um dinossauro brasileiro, o maior de sua família, os abelissaurídeos, a mesma do carnotauro, tendo sido um dos maiores predadores da América do Sul no seu tempo. Seu nome vem de “pycnós“, que significa ”denso” e “némos”, que significa “mata”, fazendo referência ao Mato Grosso, estado onde seus fósseis foram encontrados.
Seu fóssil foi encontrado na década de 1950 por fazendeiros, tendo sido depositado no Museu de Ciências da Terra no Rio de Janeiro pelo paleontólogo Llewellyn Price, mas só foi descrito em 2002. O fóssil é um esqueleto parcial de um indivíduo, com dentes, vértebras, costelas, púbis (osso da cintura), tíbia e fíbula (ossos da perna traseira), além de outros fragmentos não identificados.
Considerando as partes do esqueleto conhecidas e a comparação com outros membros da família Abelisauridae, como seus parentes próximos da Argentina, Carnotaurus e Abelisaurus, sua aparência geral pode ser reconstruída com alguma segurança. Provavelmente era um grande predador de corpo robusto, pernas posteriores fortes, cauda musculosa, pescoço forte, focinho curto e braços extremamente reduzidos. Assim, é provável que capturasse suas presas por meio de golpes rápidos com a mandíbula e mordidas precisas e cortantes.
Ele media cerca de 8 a 9 metros de comprimento, 3 metros de altura e pesava em torno de 3 a 3,6 toneladas. Seus dentes eram serrilhados semelhantes a facas e seu crânio provavelmente possuía rugosidades ósseas para sustentar estruturas córneas ou escamas espessas, assim como outros abelissaurídios.
O picnonemossauro viveu há cerca de 70 milhões de anos, durante o Cretáceo, no Mato Grosso. Considerando as rochas de arenito e outros fósseis da região, o picnonemossauro habitava um ambiente semi-árido, junto a outros dinossauros como os titanossauros, de quem ele provavelmente se alimentava, além de tartarugas e crocodilos.


