O Arctotherium
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O Arctotherium
Arctotherium (urso-de-cara-curta) foi um um gênero de ursos gigantes que viveu na América do Sul e Central durante o Plioceno e Pleistoceno. O maior deles, Arctotherium angustidens, foi o maior urso e um dos maiores mamíferos carnívoros terrestres de todos os tempos, com o peso estimado em 1.000 a 1.600 kg e altura em pé de até 3,5 metros. Outras quatro espécies são conhecidas, mas de tamanho menor, semelhante ao de ursos atuais. O corpo desses ursos era robusto com membros longos, crânio largo e focinho relativamente curto (daí o nome “urso-de-cara-curta”).
Apesar da aparência semelhante a ursos modernos, tinha proporções mais altas e longilíneas, sugerindo maior capacidade de locomoção. Evidências indicam que era um animal generalista, capaz de se ocupar diferentes hábitats e ter uma alimentação variada, onívora, alimentando-se tanto de animais como vegetais. Entre os animais que provavelmente faziam parte da sua dieta estão cavalos, antas, camelídeos, preguiças terrestres, gliptodontes e outros grandes herbívoros da época.
Os fósseis de Arctotherium foram encontrados principalmente na América do Sul, especialmente na Argentina. Esses fósseis incluem crânios, dentes e ossos longos, permitindo identificar sua anatomia e comportamento. Estudos mostram que o Arctotherium angustidens tinha uma dieta onívora, mas com forte preferência por carne. Ele se alimentava tanto de carcaças quanto de presas vivas, como indicam o desgaste e as quebras nos dentes encontrados nos fósseis. Isso sugere que era um predador ativo e oportunista, capaz de caçar grandes animais e também aproveitar restos quando disponíveis.
A descoberta de fósseis de três indivíduos de Arctotherium angustidens juntos em uma paleotoca, possivelmente uma mãe com filhotes, sugere que esses ursos poderiam usar tocas como abrigo e talvez até para hibernação. O último representante dos ursos-de-cara-curta é o urso-de-óculos (Tremarctos ornatus), um sucessor ecológico do Arctotherium wingei. Isso significa que, após a extinção do Arctotherium, o urso-de-óculos passou a ocupar um papel semelhante no ambiente, sendo hoje o único urso que ainda vive na América do Sul.
São conhecidas cinco espécies de Arctotherium, que ocorreram entre o Plioceno e o Pleistoceno, de 2,5 milhões a 10 mil anos atrás. Habitavam a América do Sul, em países como Argentina, Brasil e Bolívia, e a América Central, como em El Salvador, em uma época marcada por um clima mais frio, em ambientes temperados e tropicais variados, como savanas, campos abertos e áreas com florestas próximas a rios.


